Crise existencial de fim de ano, de novo!!!

Todo ano é a meeesma coisa: crises existenciais atrás de períodos de melhoria (pelo menos!), nessa epocazinha mardita de fim de ano, TOOOOODA vez, cai na minha testa essa crise brava. Fico nervosa, triste, alegre, infelicíssima, carente, feliz, acho que tudo foi resolvido, acho que NADA foi resolvido, etc, etc, e eu nem sou bipolar!…

Certa vez eu tive a sorte de ajudar uma amiga em crise e o que eu disse a ela, que deveria dizer para mim agora, nessa época foi: “Crise brava, que bom! Vai ser a primeira de mais um milhão, e é só na crise que dá para evoluir!”

– Isso é a mais pura verdade, mas não é nada agradavel estar em crise! –

Primeiro de tudo, porque os mais próximos e mais queridos tem de ficar aguentando o meu “lado negro”, o pior de todos, o meu lado terrível, aquele que muito eventualmente também  aparece quando bebo vinho branco, que tem o curioso dom de me fazer achar que está tudo errado – por isso, gosto mais de tinto. Dica para meu marido: o dia que quiser terminar comigo é só me encher de vinho branco que eu mesma resolvo! Brincadeira, por favor, não termina, não…

Os italianos dizem que vinho é “la bibita de la veritá”, que as pessoas sempre dizem a verdade com vinho, mas, para mim, o tinto, o rose e o branco dizem verdades TOTALMENTE diferentes.

Nessa época é muita sorte haver recesso da Orquestra, pois atrás de meu rosto sempre sorridente e, aparentemente, sempre de bom humor (existem muitas razões para se rir, inclusive vergonha e inclusive deboche, mas isso será assunto para um outro dia), pode estar ali, sentadinha na cadeira, escondida pelo cello (nunca nas aulas, o que é sorte dos meus alunos) o  verdadeiro “Diabo da Tasmânia”, depois de ficar preso por meses de viagem num transatlântico, numa micro jaulinha, pronto para explodir, rosnar, pedir demissão ou xingar alguém…

O problema é que, quando a crise atinge seu pico máximo, eu vejo que eu é que estou contra o mundo e contra todos, a mais cheia de defeitos sou eu mesma, e aí vem a verdadeira tristeza e a sensação enorme de inferioridade (cada vez maior)…

Mas, acho que ontem comecei a me recuperar: escrevi as “Resoluções de fim de ano para 2010” (número bonito, não?), coisa que é uma verdadeira tradição na minha vida, escolhi dois livros para acabar de ler e um de literatura para começar (e comecei, e parece que vai ser ótimo), DECIDI voltar a fazer exercícios e já comecei, DECIDI de novo dar mais atenção à minha vida espiritual (e também já comecei).

É claro que todos os anos as resoluções são muitíssimo parecidas, e todo ano deixo de cumprir quase todas, mas a fórmula da felicidade, pelo menos para mim, está descrita naqueles meus desejos de crescimento interior e de disciplina, que só me dizem respeito, e que só eu mesma posso resolver sozinha: não está em Mega-Sena, nem no marido que tem que aguentar essa louca, nem em ninguém, nem mesmo em empregos melhores: a fórmula da felicidade está na realização dessas resoluções que só eu mesma posso fazer, mas que ainda insisto, ano após ano, ir jogando para o ano seguinte…

Será que isso será resolvido? Parar de esperar e fazer? Em 2010?

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